Obra: Hello There (dois livros);
Autor: Weirno
Plataforma: Nyah Fanfiction
Lido e analisado por: Hellen Sales
Não contém spoilers dado ao conteúdo dos livros.
Sinopse: Essa é uma parte
importante para um livro, uma obra, por que é a peça que mais instiga a leitura
e divulgação dela. Durante a sinopse você precisa apresentar a história — e
possivelmente os personagens —, mostrar um problema, uma situação que pode se
complicar durante ela, e dar o que chamo de “o bote”, mas pode chamar de
“cheque mate” se quiser. Esse último é fundamental, por que ele é responsável
por uma simples pergunta: O que vai
acontecer? E apenas isso basta para te entregar mais um leitor.
A sua sinopse: Ela começa com uma
frase que não fica confortavelmente ali, mas não a deixa ruim, por assim dizer.
Ficaria bem melhor caso tivesse a usado, no final, por exemplo, como “o bote”,
jogá-la já no início pode causar uma informação apressada e erros de
concordância. Um bom exemplo é:
“A vida de cada um ali está em risco, e a identidade do psicopata
ainda é um mistério. Quando seus amigos começam a morrer, um a um, pelas mãos
do mascarado, a sua única opção é não confiar em ninguém. Aliás, o sujeito
atrás da máscara pode ser qualquer um, inclusive um dos seus. Nesse jogo de
vida ou morte, todos são suspeitos até que estejam mortos.”
A frase inicial da sua sinopse — a qual não está marcada
aqui — se torna desnecessária, por nesse trecho conter a mesma informação, em detalhes.
“Aliás, o sujeito atrás da máscara pode ser qualquer um,
inclusive um dos seus. Nesse jogo de vida ou morte, todos são suspeitos até que
estejam mortos.”
Apenas uma recomendação, o efeito seria mais forte, e
melhor, não utilizando “Aliás”, antes. Um início de parágrafo seria perfeito.
Tirando isso, ela está ótima e conseguiu cumprir com as
regras básicas de uma boa sinopse.
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Capa: A capa de uma obra tem como intuito a divulgação
dela. Ela por si só deve chamar a atenção; costumamos dizer que não se deve
julgar um livro pela capa, mas sabemos que no fim, nem todos os leitores tem
isso em mente e podem sim deixar, ou não, de ler um livro pela capa. Então elas
sempre têm de cumprir um papel muito similar ao da sinopse, instigando o leitor
a querer saber mais sobre aquilo, muitas vezes, apenas uma frase ou uma imagem
de poucos sentimentos numa imensidão, sem nada, pode ser o suficiente — lembrando
de que isso não é uma lei.
Outro fator importante relacionado à capa, é que ela irá
servir de identidade para sua obra. Como quem pensa nela, a primeira coisa que
irá se passar pela mente da pessoa será a imagem que viu antes de começar a ler
ela. Então é sempre bom ser atento a que imagem seu livro vai ser relacionado.
Existem outros fatores, mas como se trata de uma obra “online” e gratuita, não
se enquadra.
A sua capa: a do primeiro livro está muito bem feita e
enquadrada, deixa nítido um ar de suspense e mistério que agrada aos olhos e
cutuca a curiosidade, está perfeita. Todavia, a do segundo, teve algumas falhas
incluindo a qualidade da imagem que está baixa demais, além de não parecer dar
aquele mesmo ar de curiosidade e mistério que o livro anterior, mesmo que
tenham sido feitas pela mesma pessoa. Em verdade, pareceu leve demais e só uma
apresentação de personagens, só. Faltou algo nela que instigasse a leitura, mas
isso não a torna de todo ruim.
Outro fator na edição da capa que falhou um pouco foi na mesclagem dos materiais, como os pngs com as texturas de fundo, já que está visível o corte de fundo deles.
Outro fator na edição da capa que falhou um pouco foi na mesclagem dos materiais, como os pngs com as texturas de fundo, já que está visível o corte de fundo deles.
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Enredo + Narrativa:
Em resumo: A primeira obra da
trilogia já se inicia com muito suspense, ação e uma morte — o que não vou
considerar como um spoiler aqui por conter essa citação na sinopse —, o que
pode parecer muito, mas por não ser algo tão comum acaba sendo instigante; além
de se tornar uma marca que se repete já no segundo livro. Desde já os
personagens de mais foco são apresentados, tanto em suas relações amorosas,
quanto em suas amizades e família, o que gera conteúdo — não deixando de ser um
fator perigoso. Os capítulos, em sua maioria, são traçados com informação e
acontecimentos que acabam por trazer os personagens em situações que podem os
levar a suspenses mortais, ou a sustos que impressionam até mesmo o leitor.
A construção da sua história se
deu toda a um mistério que poderia parecer clichê se levarmos em consideração a
carga de filmes e séries com essa temática, mas que no fim se mostrou bastante
inteligente. Você soube entrar e sair de assuntos de forma proficiente, sem
deixar as pessoas muito confusas, mas houve algum momento que isso chegou a
acontecer, muito provavelmente graças à carga de informações que alguns
capítulos tiveram. E é nesse momento que entramos em outro fator:
A construção dos capítulos.
Acredito que como escritor, você
tenha montado um enredo de toda a sua história antes de escrever, ou pelo menos
já tivesse uma base dos acontecimentos nela. Isso é importante, mas, o
principal de tudo são as bases dos capítulos. Seus capítulos têm uma média
grande de palavras, parágrafos longos e informações que despencavam a todo o
momento. Isso é bom, mas até certo ponto.
Em média, nos livros, os capítulos
tendem a serem enormes e alguns parágrafos também, todavia é preciso entender o
que deve conter naquele capítulo, ou parágrafo. Por mais que existam leis e
mais leis de escrita, tudo pode ser perdido quando estamos falando de
literatura. Em uma narrativa como a sua, é importante contar informações, mas
jogá-las em um só capítulo se torna confuso, apressado e cansativo. O mesmo se
dá aos parágrafos grandes demais, quando muitos deles poderiam ser facilmente
quebrados.
Esse é um dos motivos de ser
perigoso seguir pelo caminho de capítulos longos, por mais que sejam bons em “x”
grandes livros, eles precisam ser necessários e bem montados. Isso evita que se
tornem cansativos, confusos e até sem necessidade.
Seus capítulos, por vezes tomaram
esse rumo perigoso, conseguindo ser cansativa a leitura em um ou outro, mas
felizmente não foram ruins. Até a primeira metade do primeiro livro, podemos
usar um termo muito conhecido como “devorar os capítulos de tão bons que são
sem nem ver o tempo passar”, no entanto, entre dois à três primeiros da segunda
metade, acabou sendo desgastante e uma penca de informação.
Felizmente você soube conduzir
para melhor todo o enredo de sua história, nos mostrando ações antigas de um novo
jeito com o passar do tempo. Conseguiu fazer com que nossa perspectiva fosse
quebrada, e não sabe como isso é uma arma maravilhosa para se manter o leitor,
ainda mais quando parece que já sabemos o que vai acontecer.
Um bom exemplo seria quando o
xerife vai à casa do personagem x e então toda a dedução óbvia vai para a morta
certa do mesmo, dado a todos os últimos acontecimentos, mas como um bom
escritor, você conseguiu desviar isso de um jeito que não ficou confuso e foi
fácil de entender, nos surpreendendo.
Esse último fato foi algo que
aconteceu numa boa frequência a ponto de não se tornar óbvio, já que isso é um
perigo para enredos com mistério e suspense.
Tudo o que disse aqui foi uma
analise dos dois livros, contando até a parte em que cheguei no segundo, que
ainda não está terminado.
No geral, quanto aos seus erros,
foram bem poucos e está nítido que você domina os conhecimentos básicos para
escrever. Em verdade, a maioria dos erros foram em pontuações nos diálogos,
poucos erros de concordância e conteúdos em um parágrafo que deveriam formar
outro. Mas não são erros tão graves que dificultam a leitura, podem até ser
ignorados, mas é sempre bom aprender um pouco mais e se corrigir aos poucos.
Eu aconselho você a pesquisar mais
sobre diálogos, entrar em contato com alguém que possa betar seu livro... Caso
tiver já algum beta, converse com ele/ela sobre e tente ver onde estão os erros
— principalmente nos diálogos —, revisar melhor, por que cuidado nunca é pouco.
Lembre-se que, um bom beta é aquele que aponta seus erros e explica eles, para
que não se repitam. Com o tempo, você pode melhorar ainda mais.
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Conclusão da primeira obra: Sem
Spoilers.
Como toda saga de mistério — ou
qualquer obra em geral — o final é o mais esperado por trazer as respostas que tanto
instigaram o leitor durante todo o tempo, mas é um grande inimigo da maioria
dos escritores — e me incluo aqui —, por que todos o veem como um bicho de sete
cabeças; e ele é de fato um.
E acredite que não é ruim só para os escritores, por é algo que atinge
até mesmo os leitores, então muito cuidado é pouco nesse momento.
Como no seu caso se trata de uma trilogia, ainda fica tudo mais
tranquilo durante os dois primeiros livros, mesmo que o peso do grande final
fique ainda mais carregado para o terceiro. Existem diversas formas de se
acabar histórias assim, seguindo o clichê de os bonzinhos ganham, ou surpreendendo
os leitores com o oposto.
Atualmente se fizessem uma pesquisa, as pessoas optariam mais pela segunda opção, por todo mundo se tornou bem preconceituoso com o tão famoso clichê.
Atualmente se fizessem uma pesquisa, as pessoas optariam mais pela segunda opção, por todo mundo se tornou bem preconceituoso com o tão famoso clichê.
Mas você conseguiu surpreender todos no final do primeiro livro. Seguiu
muitos parâmetros já esperados, mas criou novos que, por sinal, sequer dão a
entender que teria uma continuação. Isso não é ruim, pode ficar tranquilo, é
algo de sua escolha mesmo; claro que dependendo do final do primeiro livro,
poderia trazer muitos leitores para o segundo.
Como um todo, o livro se seguiu equilibrado e, graças a isso, o final
não foi ruim, muito menos incompreensível, foi mais um: como não pensei
nisso antes? O que é excelente dado ao tema da trilogia.
Infelizmente não existe um final no segundo livro para eu poder dizer
algo sobre, mas posso continuar acompanhando e lhe dizer alguma consideração
final, se quiser.
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Por fim, só tenho a te desejar sorte em tudo e sucesso para
sua trilogia. Tem um ótimo contexto e realmente me agradou muito, visto que não
costumo ler esse tipo de conteúdo; não teve muito apelo romântico e sexual, o
que a torna ainda mais interessante, visto que os leitores conseguem encontram
um conteúdo bom e que não os deixem cheios de todas aquelas peripécias românticas,
muito menos desconfortáveis por quererem ler algo, mas sem ter alguma cena
explicita no meio, quase como apelativa como muitas do gênero.
Não costumo dar notas em minhas críticas, espero que não se
importe, as faço mais com o intuito de mostrar e ajudar os escritores a só
progredirem ainda mais. Peço desculpas caso tenha se sentindo ofendido de
alguma forma — com qualquer coisa que eu disse —, de forma alguma quis lhe
ofender.
Att,
Hellen Sales.


Nossa, muito obrigado mesmo. Adorei a crítica e não fiquei ofendido com nada, mesmo. Contanto aos erros, eu também já percebi que existem muitos nos diálogos e atualmente estou revisando-a. Seria legal, se você fizesse uma consideração final com a segunda história sim hahaha E fico extremamente feliz que o final tenha lhe agradado com relação a primeira história. Enfim, muito obrigado mesmo! Vou melhorar nos pontos citados, com certeza haha
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